|
BALANCED SCORECARD
As autarquias portuguesas têm de adoptar cada vez mais ferramentas que lhes permitam elaborar estratégias que permitam crescer, prestar um melhor serviço aos seus cidadãos-munícipes, atingir os seus objectivos e, tudo isto num contexto de muitas restrições económicas e de recursos, em geral, disponíveis. Mas mais do que elaborar estratégias, como vamos ver mais à frente, há que executá-las, o que envolve, eventualmente, muitas mudanças nas suas estruturas, quer humanas quer materiais. Ora, como já referiu Maquiavel no século XV (de forma adaptada):
"Não há tarefa mais difícil e de sucesso mais incerto, do que introduzir uma nova ordem das coisas, dado que quem inovar tem como principais opositores todos aqueles para quem o sistema actual é favorável, enquanto que quem defende as mudanças está normalmente em grande minoria".
O problema, neste momento, é que as autarquias enfrentam novos desafios, que passam também por terem novas competências que lhe são delegadas pela administração central. Esta situação exige uma maior qualificação das pessoas que nelas colaboram num processo de exigência que obriga a maior rigor na sua gestão, desde a elaboração de estratégias à sua execução e acompanhamento. É aqui que aparece o designado Balanced Scorecard Insititute como:
=> um sistema de gestão estratégica, não apenas um sistema de "medição de performance" que permite às organizações clarificar a visão, e a estratégia de uma organização, traduzindo-as em acções concretas.
O Balanced Scorecard Insitute enumerou todo um conjundo de vantagens que o Balanced Scorecard pode trazer, e que consideramos tem uma aplicação imediata às autarquias portuguesas, como sejam as seguintes:
APRENDIZAGEM
Obriga a que toda a autarquia se envolva num processo de aprendizagem em que alinha a sua estratégia, num contexto organizacional único que se estende a toda a autarquia.
Introdução de práticas de controlo em análise das suas causas efeitos, selecção das métricas/indicadores utilizados, processo de medida e selecção de iniciativas e alocação de recursos.
PLANEAMENTO
Melhorias significativas ao nível da elaboração dos orçamentos das autarquias factor fundamental num contexto económico em rápida mudança, devido essencialmente a melhor afectação de recursos, baseada em resultados mensuráveis quantitativamente e por isso mais realistas; gestão/controle da execução orçamental da autarquia com medidas objectivas, evitando-se a gestão por intuição; antecipação/previsão de situações futuras.
Ajuda a identificar boas práticas de gestão dentro da autarquia e facilita a introdução de medidas inovadoras.
PARA OS VÁRIOS AGENTES ENVOLVIDOS
Aumenta a visibilidade das actividades da autarquia, na medida em que as medidas anunciadas vão poder ser mais facilmente avaliadas na sua execução (o que por si só é também um risco para os autarcas que têm de assumir cada vez mais o contexto de uma gestão transparente de mais fácil análise pelos cidadãos).
"BENCHMARKING"
De uma forma reduzida, pode então dizer-se que o Balanced Scorecard deve utilizar-se nas autarquias, na medida em que é muito importante que os seus responsáveis, aos mais variados níveis, devam saber quais são as expectativas dos seus cidadãos-munícipes e como é que será possível satisfazê-las, dentro de todos os condicionalismos existentes. Há que conjugar essas expectativas com as expectativas dos próprios funcionários e, obviamente, dos seus dirigentes, num contexto de uma permanente avaliação que se quer mais rigorosa e objectiva. Para as autarquias portuguesas, este processo deve demorar algum tempo, mas é óbvio que é o único a seguir se se pretende a melhoria da sua gestão.
Bruno Costa pensarsardoal@gmail.com
# Colocado por PensarSardoal @ 21:12
0 Comentários!

0 Comments:
|
|