|

Digitalização autárquica.
As autarquias enfrentam desafios cada vez mais complexos, e que têm a ver com factores, como sejam o maior grau de exigência dos seus munícipes, as novas competências que lhes são delegadas pela Administração Central, os cortes orçamentais e a necessidade de evoluir e utilizar, novas ferramentas de gestão que lhes permitam uma resposta mais atempada e sustentada, numa perspectiva de uma gestão mais à semelhança das empresas privadas.
Assim, as autarquias estão a mudar o seu modelo de gestão para o que poderíamos designar por Autarquias Digitais que exigem uma infra-estrutura de Tecnologias de Informação e Comunicação mais sofisticada. Assumem, neste contexto, particular importância aplicações como os Sistemas de Informação Geográfica e os seus Sistemas de Informação de Gestão em geral que também interagem com os munícipes, através de novos meios como a Internet, num contexto alargado de prestação de serviços.
A Internet veio trazer um alargamento de âmbito das aplicações e áreas de intervenção, das tecnologias de informação e comunicação nos projectos que transcendem apenas os aspectos que têm a ver com a reorganização e modernização administrativa numa perspectiva mais alargada de intervenção. Todas estas tecnologias têm como consequência a existência de novas formas de gestão, caracterizadas por um grande grau de inovação e que permite, assim, relacionamentos de maior proximidade com os munícipes. Tudo isto só será possível se também o nível das tecnologias a que esses munícipes tenham acesso for compatível com o grau de evolução das autarquias.
Não basta oferecer esses novos serviços, se os munícipes, ou não têm acesso a essas tecnologias, ou eles próprios não têm preparação para as utilizar. Tratar-se-á pois, de um problema mais global de que estaremos aqui a falar, na medida em que existe todo um contexto educativo e profissional que é a infra-estrutura destes novos relacionamentos e, sem o qual, eles não serão possíveis. Neste contexto, surgem agora as tecnologias designadas por M-Business (Mobile-Business) que trazem para as comunicações móveis possibilidades que anteriormente só estavam disponíveis em micro-computadores.
Deste modo, o M-Business promete ser uma grande revolução com futuro muito promissor em várias áreas de actividade, e nas autarquias em particular. Assim os autarcas eleitos as possam vir a utilizar em proveito dos seus munícipes, para além de constituírem um factor de dinamização interna das suas autarquias, aumentando a sua eficiência, como base para uma gestão inovadora e mais avançada. Muito importante serão as tecnologias designadas por BI Business Intelligence que permitem uma análise rápida aos autarcas, dos seus indicadores de gestão permitindo-lhes uma maior capacidade de reacção a situações anormais, para além de possibilitarem uma análise mais alargada das alternativas disponíveis para resolver essas situações.
Francisco Ferrão
Professor no IPAM e ISEG/IDEFE
# Colocado por PensarSardoal @ 21:37
0 Comentários!

0 Comments:
|
|