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SARDOAL FREE-RIDER
Quando se fala de políticas públicas, após as primeiras considerações opiniosas de alguns sábios que por aqui e ali de dignam a fazer alguns registos interessantes na óptica do Sardoalense Médio Comum, interessa olhar para aquelas que são as disciplinas que se debruçam sobre estes casos. Reportar-me-ei apenas ao âmbito da estratégia para o Concelho definida e enquadrada numa região de inserção, comparada com os Concelhos vizinhos e à luz de conhecimentos de Economia Pública.
O propósito desde texto é tentar compreender se existe uma estratégia concertada entre Concelhos vizinhos com vista ao desenvolvimento sustentável da região que integrará o novo modelo de divisão territorial que afectará o nosso País. Se essa estratégia existe como podemos compreender que todos os Concelhos adoptem o mesmo modelo de aposta nas infra-estruturas que uns já possuem com grandes custos para a população dos mesmos. Posto isto importa ter em consideração que à luz dos conhecimentos actuais, aquilo que modelos de previsão com base científica conseguem admitir é que a lógica de concentração populacional se assume cada vez mais como uma lógica urbana.
Tudo bem, existirão de certeza aglomerados populacionais que definirão modelos alternativos de vida, com subsistência incerta e horizontes cortados por uma forma de estar diferente na vida. Não nego, gosto até de primar pela manutenção da diversidade, mas também aqui o argumento evocado por alguns cai por terra, pois o que se está a fazer no nosso Concelho nada mais é do que copiar modelos de infra-estruturas já existentes, veja-se por exemplo o mais recente Tanque construído na nossa Freguesia de Sardoal, um modelo aplicável a tantos outros concelhos.
Poderia ser argumentado que o Sardoal se destina a ser uma centro dormitório, onde os residentes laborariam em Abrantes, Vila de Rei, Montalvo, Tramagal, entre outros, mas estará o caso irremediavelmente perdido? Será mesmo impossível apostar numa lógica de criação e promoção de auto-emprego assistido por uma gabinete empresarial que primasse pela imagem próprio local de implantação das indústrias (termo globalmente adoptada a qualquer actividade económica empresarial)? Será mesmo impossível apostar numa lógica de serviços, de proximidade, de modernização do comércio da nossa Vila com horizontes colocados em clientes dos Concelhos mais próximos?
O Sardoal não acredita em si, e parece delegar um capital de afirmação regional importante no Concelho vizinho mais próximo até por razões de afinidade sentimental. A lógica de free-rider (de forma simples, alguém que apanha boleia), de um operador regional que fica parado à espera que a verdadeira dinamização no mercado de emprego surja do outro lado, que nós queremos é estar aqui isolados, quietinhos e que ninguém se meta connosco, não pode prevalecer. HAJA CONSCIÊNCIA E PONDERAÇÃO!
Bruno Costa
Wilde: "Na vida há que aceitar duas coisas: as injúrias do tempo; e a ingratidão dos homens."
# Colocado por PensarSardoal @ 21:58
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