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ROTEIRO POÉTICO DO SARDOAL (2)
CIMO DO CONVENTO
Dizei-me ó Freixos do Gama
-e as ondas do mar deixarem –
Quantas vidas o mar chama,
Algumas p’ra não voltarem...?
Quantos filhos desta terra
Ficaram p’los oceanos,
Uns por paz, outros por guerra
...que morrer tem sempre enganos...?
Dizei-me se foi bonança
Que vos trouxe p’ró Mosteiro,
Se foi crime ou foi esperança
A luta do marinheiro...?
Quantos nortes tem o vento,
Quantas rotas tem o mar,
Pelos altares do Convento
Quantas mães foram chorar...?
Dizei-me ó Freixos do Gama
Quais as marés do destino,
Retalhos de amor e drama
De um sonho peregrino...?
Quantas vidas naufragaram
Nas vagas do pensamento,
Quantas almas se abrigaram
Lá no Cimo do Convento...?
(Os Freixos que ornamentam a subida para o Convento teriam sido trazidos da Índia, por Vasco da Gama, na nave de S. Gabriel)
M.J.S.
# Colocado por PensarSardoal @ 21:56
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