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1ª FEIRA DO LIVRO PENSAR SARDOAL
Planeada desde Novembro esta Feira do Livro pretende antes de mais ser um sinal positivo para as gentes do nosso concelho, numa altura em que se fala tanto em depressão dos agentes sociais e económicos do país, distrito e concelho.
Pois bem, neste contexto alguns carolas do nosso Projecto Pensar Sardoal lançaram mão de uma ideia que permite diversificar a oferta cultural do nosso concelho, justamente num fim-de-semana onde não havia condições de mercado interessantes para um privado intervir com um evento do género. Apesar do dia dos Idosos trazer pessoas à Vila, a verdade é que a nossa Feira em nada beneficiou em termos de afluência, pois o Sábado foi inclusivé o dia de menores vendas e visitas.
O livro como ponto de interesse comum proporcionou aos Sardoalenses um ponto adicional de conversa, que não o futebol e a caça, pelo que foi extremamente recompensador para os organizadores obter feedback do mesmo, seja ele positivo ou negativo, porque isto de querer mudar um concelho em termos de atitude e de empreendedorismo encontra sempre umas bolsas de resistência.
A primeira visita foi um ilustre israelita que andava pelo Sardoal procurando umas almas com quem pudesse conversar à cerca da sua arte e quem sabe vender uns quadros, pelo que ficámos honrados com distinta visita, que deu a este evento um colorido diferente.
Foi engraçado ver a reação dos Sardoalenses à presença estranha de livros num sítio onde habitualmente ocorrem sessões de teatro, cinema, exposições, mas onde também já havia ocorrido uma Feira do Livro organizada pela autarquia.
Porém a nossa era diferente, pois não contávamos com qualquer apoio autárquico, queriamos acima de tudo dar o sinal de que a cultura do subsídio não é benéfica para os movimentos associativos, pois cria vícios às estruturas. Para romper o ciclo vicioso, procurámos nos nossos bolsos alguns trocos a fim de podermos suportar o transporte, gasolina, portagens isto para não falar dos custos de oportunidade...
Tudo correu pelo melhor, a carrinha de transporte dos livros vinha completamente em baixo, sem lugar para mais um livro que fosse, inclusivé tivemos que requisitar ajuda de um estudante universitário para trazer mais umas caixas.
As vendas que seriam o menos importante pois não tinhamos margem de lucro, correram pelo melhor, tendo em conta o número de habitantes da freguesia, embora saibamos que isto da promoção cultural não seja nunca traduzido somente por números. Os números só interessam quando analisamos que existe uma falha de mercado, ou seja, o nosso Concelho, num fim de semana normal, sem actividades turísticas que atraem visitantes à terra, não consegue proporcionar condições à iniciativa privada para suportarem salários, despesas de deslocação, publicidade, alimentação e estadia por forma a garantirem uma organização como a nossa durante 3 dias consecutivos.
Queremos continuar a diversificar as nossa actividades, ainda que tenhamos dificuldades em obter a adesão de interessados na promoção destes eventos, seja porque os Sardoalenses não terem tempo, seja por estar a dar bola na televisão, ou até pela telenovela...
O discurso menos abonatório para o nosso Projecto são as conotações políticas, mas para isso há muitos argumentos, o primeiro começa pela nossa assunção do risco que isso implicaria, e sem dúvida que optamos sempre pelo caminho mais dificil, pois assumimos as nossa convicções sociais, culturais e por isso mesmo políticas, o que não compreendemos é que não consigam ver em nós algo mais para além do evidente e nem se preocupem com o nosso projecto, simplesmente vêm uma cor e uma sigla.
Respondemos também com um livro, ?A política explicada às crianças...e aos outros? de Denis Langlois.
# Colocado por PensarSardoal @ 22:13
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